São células do sistema nervoso central fornecem
nutrientes e oxigênio aos neurônios e os isolam uns dos outros. As células
gliais também promovem a remoção de neurônios mortos e participam da
transmissão de sinais do sistema nervoso.
Essas
áreas produzem uma série de sinais que controlam a velocidade com que as
células-tronco se dividem e o tipo de célula que elas se tornarão. As células
normalmente viram neurônios, mas quando o cérebro passa por um AVC, por
exemplo, a maior parte delas se transforma em células gliais, que levam à formação de cicatrizes.
Estimulador neural - Os pesquisadores analisaram os efeitos da BTC, que
é produzida por células nos vasos sanguíneos dos nichos de células-tronco, no
cérebro de camundongos. Eles descobriram que a BTC sinaliza para a proliferação
de células-tronco e neuroblastos,
um tipo de célula que pode se transformar em neurônios ou células gliais
dependendo do comando que receber.
Quando os
cientistas aumentaram a concentração de BTC nos camundongos, houve um aumento
significativo de células-tronco e neuroblastos no cérebro dos animais. Isso
levou à formação de muitos neurônios novos. Em contraste, quando
os camundongos recebiam um anticorpo que bloqueava a BTC, a produção
de novos neurônios foi interrompida em favor da produção de células gliais.
Os cientistas acreditam que muitos fatores agem em conjunto para controlar o
destino das células-tronco e a formação de novos neurônios. "Em um trauma
ou doença, ou as células-tronco não conseguem lidar com a grande demanda por
novos neurônios ou elas priorizam o controle de dano imediato à custa da
regeneração de longo prazo"(Robin Lovell-Badge, líder da pesquisa).
Tratamentos futuros - Como a BTC leva à formação de novos neurônios, em
vez de células gliais, a proteína pode melhorar os tratamentos regenerativos.
"Essa pesquisa é um passo importante para superarmos os transplantes e
substituição de tecidos do corpo e explorar o potencial regenerativo do corpo
humano"( Jim Smith, diretor do NIMR).
De acordo
com os autores do estudo, a pesquisa ainda está longe de virar realidade para
os pacientes. Muitos experimentos são necessários para explicar o papel da BTC
no cérebro e os efeitos da proteína em órgãos comprometidos por doenças
degenerativas ou lesões e sua atuação em conjunto com células-tronco naturais
ou transplantadas(Referência Bibliográfica. Poss KD, Wilson
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