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domingo, 29 de maio de 2022

Biologia Geral - Atividades Complementares. Professor César Augusto Venâncio da SILVA. - Período – 29-05-2022 – 03-06-2022 - CONTEXTO UNIFICADO - DEBATES EM REDES. NESTE CASO APRESENTADO SE AUTORIZA OS DEBATES COM RESPOSTAS.

 

Unidade I – Auto-avaliação Tema IV.

1) No corpo humano existem três diferentes tipos de músculos. Com base em seus conhecimentos, indique qual músculo será o responsável pelo movimento das pernas e qual deles será o responsável pelos movimentos peristálticos do intestino.

 

Entre vários movimentos se classifica os das Pernas e quadril.

Extensão é feita no sentido posterior do corpo, estendendo as pernas para trás. Esse movimento ocorre quando deixamos as pernas alinhadas em relação ao quadril. Os músculos que possibilitam este movimento são: glúteo máximo, médio e adutor maior. Flexão é feita no sentido anterior, deslocando as pernas para frente, como quando iniciamos uma caminhada. Músculos responsáveis: iliopsoas, tensor da fáscia lata, pectíneo, adutor largo e curto. Abdução é feita afastando a perna no sentido lateral. Usaremos neste movimento os músculos: glúteo médio, glúteo máximo, tensor da fáscia lata. Adução quando fechamos as pernas. Ou seja, é o movimento contrário da abdução. São trabalhados: adutor largo, adutor curto, adutor magno, pectíneo, grácil e semitendinoso.

Joelhos.

Extensão é o movimento que fazemos quando damos um pontapé. Se você sentar numa cadeira e levantar os pés até a altura dos joelhos estará fazendo uma extensão dos joelhos.

Músculos utilizados na extensão: quadríceps com ligeiro apoio do tensor da fáscia lata.

Flexão quando dobramos as pernas em relação aos joelhos. Se você estiver em pé ou deitada e dobrar os joelhos, levando os pés em direção as coxas estará fazendo a flexão dos joelhos.

Neste caso você usará os músculos: semimembranoso, semitendinoso, bíceps femoral, sóleo, sartório, e gastrocnemios.

Tornozelo.

Extensão é o movimento que fazemos quando levamos o pé para cima aproximando-o da tíbia (osso da perna). Realizam este movimento os seguintes músculos: tibial anterior e o extensor longo dos dedos.

Flexão é feita quando levamos os dedos para baixo ou pé de bailarina.

Músculos usados: sóleo, gastrocnemios (cabeça lateral e cabeça medial).

 

Movimentos peristálticos são movimentos involuntários de certos órgãos, como o esôfago, intestino. Esse movimento é impulsionado pela musculatura lisa e coordenado pelo sistema nervoso autônomo, por todo o tubo digestório, iniciando-se no esôfago e terminando no reto.

Músculo liso é um tecido muscular de contração involuntária e lenta, composta por células fusiformes mononucleadas. O músculo liso se encontra nas paredes de órgãos ocos, tais como os vasos sanguíneos, na bexiga, no útero e no trato gastrointestinal.

 

2) Diversas atividades fisiológicas são diretamente dependentes do tecido muscular para sua efetivação.

Identifique quais são elas na listagem dada abaixo:

a) Contração do útero ( ).

b) Síntese de carboidratos ( ).

c) Eriçamento dos pêlos ( ).

d) Batimento cardíaco (x).

e) Inspiração ( )

f) Ação enzimática ( )

g) Mobilidade da língua ( ) 

 

 

 

 

 

Unidade I - Tema 5 - Tecido Nervoso

Auto-avaliação

 

1) A esclerose múltipla é uma doença que afeta o sistema nervoso e tem como característica principal a perda da bainha de mielina de determinados neurônios. Discuta o papel funcional da bainha de mielina e como a sua perda poderia afetar o funcionamento do tecido nervoso.

 



Esclerose múltipla, ou esclerose em placas também designada por "esclerose disseminada", é uma patologia desmielinizante de etiologia ainda desconhecida, caracterizada por uma reação inflamatória na qual são danificadas as bainhas de mielina que envolve os axônios dos neurônios cerebrais e medulares, levando à sua desmielinização e ao aparecimento de um vasto quadro de sinais e sintomas. A doença que pode apresentar-se como quadro sindrômico manifesta-se geralmente em jovens adultos e é mais freqüente em mulheres numa razão de cerca de 3:1. A sua prevalência varia consoante a situação geográfica estudada, entre 2 e mais de 150 casos em cada 100 000 indivíduos, nos países tropicais e nos países nórdicos respectivamente. A EM foi descrita pela primeira vez em 1868 por Jean-Martin Charcot.

 

É uma bainha rica em lipídeos revestindo muitos axônios tanto no sistema nervoso central como no periférico. A bainha de mielina é um isolante elétrico que permite uma condução mais rápida e mais energeticamente eficiente dos impulsos. Esta bainha é formada pelas membranas celulares das células da glia (células de Schwann no sistema nervoso periférico e oligodendróglia no sistema nervoso central). A perda da mielina provoca uma grande variedade de sintomas. Se a bainha de mielina que envolve a fibra nervosa for lesada ou destruída, os impulsos nervosos se tornam cada vez mais lentos ou não são transmitidos. O impulso então é transmitido ao longo de toda a extensão da fibra nervosa, o que toma um tempo bastante maior do que se ele pulasse de um nódulo para outro. A perda da bainha também pode provocar curtos-circuitos ou bloqueios da transmissão dos impulsos nervosos. Uma região que mostra claramente a mielina destruída é chamada lesão ou placa. Os sintomas de tal deficiência são, entre outros: deficiências sensitivas (como visão borrada), dificuldades de coordenação, problemas de marcha e dificuldades nas funções corpóreas (por exemplo, controle insuficiente da bexiga). A esclerose múltipla é uma doença causada pela perda da bainha de mielina (desmielinização) dos neurônios.

 


2) Sabendo que a comunicação de neurônio para neurônio e de neurônio para as demais células do corpo acontece através dos neurotransmissores que são liberados nas sinapses, sugira como um anestésico deve atuar sobre os neurônios.

O éter, usado como anestésico, é rapidamente absorvido pelo ar inalado para o sangue, e aqui se fixa cerca de 49% da dose absorvida, ao nível dos eritrócitos. Devido às suas propriedades lipófilas, passa facilmente a barreira hematoencefálica e atinge o cérebro, distribuindo-se igualmente para o tecido adiposo e em menor grau para o tecido muscular e os órgãos, em especial nas glândulas suprarrenais. Quando se cessa a exposição ao éter, a concentração sanguínea é rapidamente reduzida. Contudo, a sua concentração ao nível do tecido adiposo permanece a um nível elevado, sendo ainda detectável num período de 24 horas após a paragem da sua inalação. O anestésico ideal deve induzir a anestesia rapidamente e permitir rápida recuperação após sua administração ter sido descontinuado. Deve igualmente possuir uma alargada janela terapêutica, uma baixa incidência de efeitos adversos e toxicidade. Mecanismo de ação. O éter atua como anestésico diminuindo a amplitude e freqüência das ondas cerebrais durante a anestesia, por redução ou mesmo bloqueio dos impulsos conduzidos pelo sistema multissináptico do cérebro médio, por depressão dos acontecimentos corticais locais, e eliminando a influência do sistema cerebral central sobre o córtex e o diencéfalo. Ao nível da espinal medula, a éter deprime os arcos reflexos dois ou mais neurônios.

 

 



ATIVIDADE FORMATIVA II 

Avaliação Formativa II

1) Durante o desenvolvimento do embrião, células-tronco progenitoras são formadas e persistem ao longo do tempo, permitindo que o ciclo de vida continue através da regeneração dos tecidos. A possibilidade de aproveitar este potencial regenerativo em prol da reconstituição de tecidos lesados vem mobilizando esforços de muitos cientistas. Alguns grupos de pesquisa têm reunido esforços no sentido de desenvolver terapias que permitam regenerar o tecido miocárdico (músculo cardíaco). Mais especificamente, trabalham com a idéia de que poderia melhorar a capacidade funcional de pacientes com cardiopatia isquêmica severa regenerando tecidos (vasos e músculo) através da injeção transendocárdica de células-tronco oriundas da medula óssea. Indique quais seriam as características básicas exibidas pelas novas células após os cientistas conseguirem transformar células troncas da medula óssea em células do músculo cardíaco.

Células-tronco, segundo a definição científica, são aquelas que têm o potencial de se transformar em diferentes tecidos do corpo humano. No imaginário popular, elas são muito mais que isso. São sementes mágicas capazes de regenerar corações combalidos, reverter os sinais implacáveis da passagem do tempo, construir órgãos inteiros sob encomenda. Para os primeiros pacientes tratados em experiências realizadas no Brasil, as novas pesquisas são a materialização de uma segunda chance de vida.

Nove em cada dez infartados sobrevivem, mas correm um risco maior  de reincidência no 1º ano - BBC

Coração

O MAIOR ESTUDO com células-tronco adultas já realizadas no mundo é brasileiro. O trabalho, financiado pelo Ministério da Saúde, envolve 1.200 pacientes de quatro tipos de problemas cardíacos. “Se for comprovada a eficácia da técnica, ela poderá ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde”( Antonio Carlos Campos de Carvalho, coordenador do trabalho). Com a adoção do método, o Ministério da Saúde espera economizar R$ 600 milhões por ano com transplantes, internações e cirurgias. Metade dos pacientes recebeu a injeção de células-tronco retiradas da própria medula óssea. A outra metade recebeu uma solução sem fim terapêutico (placebo). Nem os médicos nem os pacientes sabem quem pertence a cada grupo. O objetivo é comprovar os resultados obtidos em estudos anteriores, como o conduzido pelo pesquisador Ricardo Ribeiro dos Santos, da Fiocruz, em Salvador. Nesse estudo, de 2003, 30 pacientes que sofriam de insuficiência cardíaca provocada pela doença de Chagas receberam injeção de células-tronco retiradas da própria medula. As células foram injetadas na artéria femoral por meio de um cateter e seguiram até as artérias coronárias.  As células-tronco também parecem fazer diferença em pessoas que acabaram de sofrer infarto. O cardiologista Hans Fernando Dohmann, diretor-científico do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, coordena uma pesquisa com 300 pacientes. Metade recebe o tratamento convencional, conhecido como angioplastia. A outra metade recebe o mesmo tratamento e também o implante de células-tronco. Os pesquisadores querem confirmar os bons resultados de um estudo anterior, realizado com 50 voluntários. “Depois de seis meses, os pacientes que receberam as células-tronco tiveram a capacidade de contração do coração aumentada em 6% em relação aos pacientes que receberam tratamento convencional”, diz Dohmann.

A terapêutica de regeneração miocárdica é um tema que tem vindo a ser alvo de investigação intensa nos últimos anos. Várias linhas celulares e vias de administração foram já testadas. Os principais mecanismos de ação desta terapêutica são já conhecidos. Temos hoje à nossa disposição numerosos dados não só da investigação básica, mas também da investigação clínica. Existem, no entanto, algumas dúvidas acerca da segurança e eficácia desta terapêutica, permanecendo, pois ainda por responder várias perguntas nestas áreas. As perspectivas futuras desta nova terapêutica são ainda incertas, mas têm seguramente muito potenciais. Resta-nos, pois aguardar por informação mais definitiva, a qual irá surgir seguramente nos próximos anos.

No processo de reparação tecidual, como o que ocorre após o infarto agudo do miocárdio, diferentes tipos celulares (macrófagos/monócitos, fibroblastos, neutrófilos e células endoteliais) relacionados à cicatrização e à remodelação tecidual são normalmente recrutados para a região afetada por mecanismos específicos envolvendo citocinas, modificações da matriz extracelular e proteínas de adesão.

Evidências recentes demonstram que sob circunstâncias controladas "invitro", diversos tipos celulares (células indiferenciadas de músculo esquelético neonatal ou adultas e células pluripotentes embrionárias ou adultas) são capazes de se diferenciar em cardiomiócitos e células endoteliais. Se esse processo puder ser reproduzido "in vivo" de forma controlada, o transplante celular poderá vir a ser uma opção terapêutica, visando a limitar a perda miocitária pós-isquêmica ou até mesmo restabelecer a função cardíaca em pacientes com insuficiência cardíaca.

Nesse contexto, grande número de estudos utilizando abordagens "invitro" e "in vivo" estão em desenvolvimento para avaliar a capacidade de transdiferenciação de diversos tipos celulares para o desenvolvimento de estratégias de reparação cardíaca estrutural e funcional.

Ensaio clínico realizado por pesquisadores da Universidade de Louisville e do Brigham and Women's Hospital, Universidade de Harvard, constatou que pacientes submetidos a tratamento com células-tronco durante dois anos apresentaram melhoras significativas nas funções cardíacas.

O estudo foi realizado com 20 pacientes diagnosticados com insuficiência cardíaca seguida de infarto do miocárdio. Estes tiveram suas próprias células-tronco cardíacas coletadas durante a cirurgia de ponte de safena. Elas foram cultivadas em laboratório e reinseridas na área do coração prejudicada pelo infarto.

Após quatro meses, o volume de sangue bombeado pelo ventrículo esquerdo  aumentou de 29% para 36%, enquanto o grupo que não recebeu as células não apresentou melhoras. Imagens de ressonância magnética de nove pacientes mostraram uma redução no tecido cardíaco infartado de 33,9 gramas antes do tratamento para 18,2 gramas após dois anos. Já o tecido saudável aumentou de 146,3 para 164,2 gramas.

Os pesquisadores comemoram os resultados e tem planos de expandir o estudo. “Pela primeira vez encontrou-se um meio de se regenerar tecido cardíaco", afirma Roberto Bolli, pesquisador da Universidade de Louisville.

Cardiomiócitos adultos mantidos em cultura não se multiplicam, sugerindo que nessas células diferenciadas há uma resistência ao reinício do ciclo celular, o que representa um fator limitante se esse tipo de estratégia for aplicado clinicamente. Diferentemente das células miocárdicas adultas, as células musculares esqueléticas dividem-se e são capazes de se regenerar. O músculo estriado esquelético possui a capacidade de regeneração, pois nele se encontram algumas células satélites (mioblastos) capazes de reiniciar seu próprio ciclo celular diante de um estímulo lesivo e, conseqüentemente, de se dividir, dando origem a outras células musculares, que, por fusão celular, levarão à reparação das miofibrilas lesadas. Alguns autores observaram que mioblastos implantados em miocárdio isquêmico de ratos podem sofrer um processo de diferenciação celular, transformando-se em fibras musculares estriadas.

Experimentalmente, mioblastos foram transplantados em modelo de infarto do miocárdio por crioinjúria em cães. A análise histológica revelou a presença, nos sítios de implante, de tecido muscular semelhante ao cardíaco, incluindo a visualização de discos intercalares.

Em outro modelo de infarto por ligação da artéria coronária em ratos, foi estudado o efeito do transplante de mioblastos esqueléticos. Ainda que no seguimento a função ventricular tenha melhorado, não foram detectadas "gap junctions" nas membranas das células esqueléticas, indicando que não há evidências para o acoplamento eletromecânico entre as células.

Clinicamente, o transplante de mioblastos teve início após o implante bem-sucedido em um paciente de 72 anos portador de insuficiência cardíaca avançada. Previamente ao transplante, a cicatriz miocárdica foi caracterizada como irreversivelmente acinética na ausência de viabilidade. Cerca de cinco meses após o transplante celular, a parede acinética tornou-se contrátil e metabolicamente ativa, resultando no aumento da fração de ejeção do ventrículo esquerdo e na melhora da classe funcional do paciente.

 

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CONCLUSÃO.

O tecido ósseo é o constituinte principal do esqueleto dos vertebrados; serve de suporte para as partes moles do corpo; protege órgãos vitais; aloja e protege a medula óssea; proporciona apoio aos músculos esqueléticos, transformando suas contrações em movimentos úteis, e constitui um sistema de alavancas que amplia as forças geradas pela contração muscular. Além dessas funções, os ossos funcionam como depósitos de cálcio, fosfato e outros íons, armazenando-os ou liberando-os de maneira controlada, para manter constante a concentração desses importantes íons nos líquidos corporais. O músculo estriado cardíaco é o tipo de tecido muscular que forma a camada muscular do coração, conhecida por miocárdio. Também é chamado tecido muscular estriado cardíaco. O coração é formado por três tipos principais de músculos: Ventricular, contrai de forma parecida com o músculo estriado, mas a duração de contração é maior. Atrial, contrai de forma parecida com o músculo estriado, mas a duração de contração é maior.  Fibras musculares excitatórias e condutoras, só se contraem de modo mais fraco, pois contêm poucas fibrilas contráteis; ao contrário, apresentam ritmicidade e velocidade de condução variável, formando um sistema excitatório para o coração.

A medula óssea adulta fornece uma fonte confiável e renovável de CTMs, que podem ser selecionadas, expandidas em cultura e caracterizadas para maximizar o potencial de diferenciação para as linhagens de osteócitos, condriócitos e adipócitos mesenquimais. Nessas células, faltam certos receptores co-estimulantes, que permitem sua evasão da rejeição imune in vivo e a capacidade de usar CTMs como um produto alogênico pronto. As CTMs, usadas em muitos modelos animais, têm demonstrado melhorar a função cardíaca após infarto do miocárdio e prevenir a progressão de insuficiência cardíaca. O mecanismo exato do reparo cardíaco ainda não foi esclarecido, mas provavelmente resulta da combinação de secreção parácrina de citocinas pró-arteriogênicas e antiapoptóticas ou tecido endógeno, bem como de diferenciação direta das CTMs em neovascularização ou cardiomiócitos. Para aplicações clínicas, a homogeneidade do produto e a reprodutibilidade lote a lote serão fundamentais para fins de regulamentação. Os métodos atualmente utilizados para isolar CTMs levam a alto grau de contaminação com células não-progenitoras, resultando em evolução inferior à desejada. As estratégias com o objetivo de selecionar células progenitoras endoteliais podem render uma população que reproduz apenas as células progenitoras, oferecendo produto mais eficiente e mais bem caracterizado. O uso de célulastronco alogênicas para moléstia cardíaca continua a ser uma área muito promissora e os protocolos clínicos voltados a investigar as vias e o momento de administração serão decisivos na maximização de seu benefício terapêutico.

 

2)  Se acaso as células tronco utilizadas no experimento anterior fossem empregadas para tratar pessoas que sofreram algum tipo de acidente vascular cerebral (AVC), indique qual tecido do corpo humano seria o alvo de regeneração e quais as características de suas células?

Proteína produzida naturalmente estimula regeneração do cérebro. Cientistas descobriram uma proteína produzida por vasos sanguíneos no cérebro que pode ajudar no tratamento de doenças cerebrais degenerativas, como acidente vascular cerebral.

Os cientistas conseguiram aumentar a regeneração do cérebro de camundongos ao aumentar a concentração da proteína betacelulina



Os cientistas conseguiram aumentar a regeneração do cérebro de camundongos ao aumentar a concentração da proteína betacelulina (Creatas Images/Thinkstock).

Cientistas do Instituto de Pesquisa Médica da Inglaterra (NIMR, na sigla em inglês) descobriram uma proteína produzida pelos vasos sanguíneos do cérebro que poderia ser usada para ajudar o órgão a se regenerar depois de uma lesão. A proteína, chamada betacelulina (BTC), aumentou a regeneração cerebral em camundongos ao estimular as células-tronco do órgão a se multiplicarem e formarem novos nervos. Os resultados, publicados no periódico americanoProceedings of the National Academy of Sciences, sugerem que a BTC poderia ser usada para melhorar futuras terapias regenerativas para vítimas de acidente vascular cerebral (AVC) e traumatismo cerebral.

Formação - Embora a maior parte dos neurônios no cérebro adulto seja formada durante a gestação e pouco depois do nascimento, algumas células nervosas continuam a ser geradas ao longo da vida por células-tronco neurais. Essas células ficam guardadas em duas pequenas regiões do cérebro e ficam à disposição do bulbo olfatório, responsável pela identificação dos cheiros, e do hipocampo, uma parte do cérebro que cuida da formação de lembranças e do aprendizado.

CÉLULAS-TRONCO.
Também chamadas de células-mãe, podem se transformar em qualquer um dos tipos de células do corpo humano e dar origens a outros tecidos, como ossos, nervos, músculos e sangue. Dada essa versatilidade, elas vêm sendo testadas na regeneração de tecidos e órgãos de pessoas doentes.

NEUROBLASTOS
Neuroblastos são células que podem se transformar em neurônios ou células gliais. Em humanos, são produzidos por células-tronco do cérebro e migram para áreas cerebrais danificadas por doenças ou lesões.

CÉLULAS GLIAIS

São células do sistema nervoso central fornecem nutrientes e oxigênio aos neurônios e os isolam uns dos outros. As células gliais também promovem a remoção de neurônios mortos e participam da transmissão de sinais do sistema nervoso.

Essas áreas produzem uma série de sinais que controlam a velocidade com que as células-tronco se dividem e o tipo de célula que elas se tornarão. As células normalmente viram neurônios, mas quando o cérebro passa por um AVC, por exemplo, a maior parte delas se transforma em células gliais, que levam à formação de cicatrizes.

Estimulador neural - Os pesquisadores analisaram os efeitos da BTC, que é produzida por células nos vasos sanguíneos dos nichos de células-tronco, no cérebro de camundongos. Eles descobriram que a BTC sinaliza para a proliferação de células-tronco e neuroblastos, um tipo de célula que pode se transformar em neurônios ou células gliais dependendo do comando que receber.

Quando os cientistas aumentaram a concentração de BTC nos camundongos, houve um aumento significativo de células-tronco e neuroblastos no cérebro dos animais. Isso levou à formação de muitos neurônios novos. Em contraste, quando os camundongos recebiam um anticorpo que bloqueava a BTC, a produção de novos neurônios foi interrompida em favor da produção de células gliais.
Os cientistas acreditam que muitos fatores agem em conjunto para controlar o destino das células-tronco e a formação de novos neurônios. "Em um trauma ou doença, ou as células-tronco não conseguem lidar com a grande demanda por novos neurônios ou elas priorizam o controle de dano imediato à custa da regeneração de longo prazo"(Robin Lovell-Badge, líder da pesquisa).

Tratamentos futuros - Como a BTC leva à formação de novos neurônios, em vez de células gliais, a proteína pode melhorar os tratamentos regenerativos. "Essa pesquisa é um passo importante para superarmos os transplantes e substituição de tecidos do corpo e explorar o potencial regenerativo do corpo humano"( Jim Smith, diretor do NIMR).

De acordo com os autores do estudo, a pesquisa ainda está longe de virar realidade para os pacientes. Muitos experimentos são necessários para explicar o papel da BTC no cérebro e os efeitos da proteína em órgãos comprometidos por doenças degenerativas ou lesões e sua atuação em conjunto com células-tronco naturais ou transplantadas(Referência Bibliográfica. Poss KD, Wilson LG, Keating MT. Heart regeneration in zebrafish. Science 2002;298:2188-90; Bettencourt-Dias M, Mittnacht S, Brockes JP. Heterogenous proliferative potential in regenerative adult newt cardiomyocytes. J Cell Sci 2003;116:4001-9; Pasumarthi KB, Nakajima H, Nakajima HO, Soonpaa MH, Field LJ. Targeted expression of cyclin D2 results in cardiomyocyte DNA synthesis and infarct regression in transgenic mice. Circ Res 2005;96:110-8; Beltrami AP, Urbanek K, Kajsttura J, et al. Evidence that human cardiac myocytes divide after myocardial infarction. New Engl J Med 2001;334:1750-7; Nelissen-Vrancken HJ, Debets JJ, Snoeckx LH, Daemen MJ, Smits JF. Time-related normalization of maximal coronary flow in isolated perfused hearts of rats with myocardial infarction. Circulation 1996;93:349-55). Wei H, Juhasz O, Li J, Tarasova YS, Boheler KR. Embryonic stem cells and cardiomyocyte differentiation: phenotypic and molecular analyses. J Cell Mol Med. 2005;9(4):804-17;  Kehat I, Gepstein L. Human embryonic stem cells for myocardial regeneration. Heart Fail Rev. 2003;8(3):229-36.; Simmons PJ, Gronthos S, Zannettino A, Ohta S, Graves S. Isolation, characterization and functional activity of human marrow stromal progenitors in hemopoiesis. Prog Clin Biol Res. 1994;389:271-80.; Ringden O, Uzunel M, Rasmusson I, Remberger M, Sundberg B, Lonnies H, et al. Mesenchymal stem cells for treatment of therapy-resistant graft-versus-host disease. Transplantation. 2006;81(10):1390-7.; Schächinger V, Assmus B, Britten MB, Honold J, Lehmann R, Teupe C, et al. Transplantation of progenitor cells and regeneration enhancement in acute myocardial infarction: final one-year results of the TOPCARE-AMI Trial. J Am Coll Cardiol. 2004;44(8):1690-9.; Friedenstein AJ, Chailakhyan RK, Latsinik NV, Panasyuk AF, Keiliss-Borok IV. Stromal cells responsible for transfer ring the microenvironment of the hemopoietic tissues. Cloning in vitro and retransplantation in vivo. Transplantation. 1974; 17(4):331-40.; Gronthos S, Zannettino AC, Hay SJ, Shi S, Graves SE, Kortesidis A, et al. Molecular and cellular characterisation of highly purified stromal stem cells derived from human bone marrow. J Cell Sci. 2003;116(Pt 9):1827-35.; Pittenger MF, Mackay AM, Beck SC, Jaiswal RK, Douglas R, Mosca JD, et al. Multilineage potential of adult human mesenchymal stem cells.Science. 1999;284(5411):143-7.; Friedenstein AJ, Petrakova KV, Kurolesova AI, Frolova GP. Heterotopic of bone marrow. Analysis of precursor cells for osteogenic and hematopoietic tissues. Transplantation. 1968;6(2):230-47; Amado LC, Saliaris AP, Schuleri KH, St John M, Xie JS, Cattaneo S, et al. Cardiac repair with intramyocardial injection of allogeneic mesenchymal stem cells after myocardial infarction. Proc Natl Acad Sci USA. 2005;102(32):11474-9.; Gronthos S, Simmons PJ. The growth factor requirements of STRO-1-positive human bone marrow stromal precursors under serum-deprived conditions in vitro. Blood. 1995;85(4):929-40.; Jiang Y, Jahagirdar BN, Reinhardt RL, Schwartz RE, Keene CD, Ortiz-Gonzalez XR, et al. Pluripotency of mesenchymal stem cells derived from adult marrow. Nature. 2002;418(6893):41-9; Jiang Y, Vaessen B, Lenvik T, Blackstad M, Reyes M, Verfaillie CM. Multipotent progenitor cells can be isolated from postnatal murine bone marrow, muscle, and brain. Exp Hematol. 2002;30(8):896-904;

 

 

 

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