Unidade
I – Auto-avaliação Tema IV.
1)
No corpo humano existem três diferentes tipos de músculos. Com base em seus
conhecimentos, indique qual músculo será o responsável pelo movimento das
pernas e qual deles será o responsável pelos movimentos peristálticos do
intestino.
Entre
vários movimentos se classifica os das Pernas e quadril.
Extensão
é feita no sentido posterior do corpo, estendendo as pernas para trás. Esse
movimento ocorre quando deixamos as pernas alinhadas em relação ao quadril. Os
músculos que possibilitam este movimento são: glúteo máximo, médio e adutor
maior. Flexão é feita no sentido anterior, deslocando as pernas para frente,
como quando iniciamos uma caminhada. Músculos responsáveis: iliopsoas, tensor
da fáscia lata, pectíneo, adutor largo e curto. Abdução é feita afastando a
perna no sentido lateral. Usaremos neste movimento os músculos: glúteo médio,
glúteo máximo, tensor da fáscia lata. Adução quando fechamos as pernas. Ou
seja, é o movimento contrário da abdução. São trabalhados: adutor largo, adutor
curto, adutor magno, pectíneo, grácil e semitendinoso.
Joelhos.
Extensão
é o movimento que fazemos quando damos um pontapé. Se você sentar numa cadeira
e levantar os pés até a altura dos joelhos estará fazendo uma extensão dos joelhos.
Músculos
utilizados na extensão: quadríceps com ligeiro apoio do tensor da fáscia lata.
Flexão
quando dobramos as pernas em relação aos joelhos. Se você estiver em pé ou
deitada e dobrar os joelhos, levando os pés em direção as coxas estará fazendo
a flexão dos joelhos.
Neste
caso você usará os músculos: semimembranoso, semitendinoso, bíceps femoral,
sóleo, sartório, e gastrocnemios.
Tornozelo.
Extensão
é o movimento que fazemos quando levamos o pé para cima aproximando-o da tíbia
(osso da perna). Realizam este movimento os seguintes músculos: tibial anterior
e o extensor longo dos dedos.
Flexão
é feita quando levamos os dedos para baixo ou pé de bailarina.
Músculos
usados: sóleo, gastrocnemios (cabeça lateral e cabeça medial).
Movimentos
peristálticos são movimentos involuntários de certos órgãos, como o esôfago,
intestino. Esse movimento é impulsionado pela musculatura lisa e coordenado
pelo sistema nervoso autônomo, por todo o tubo digestório, iniciando-se no
esôfago e terminando no reto.
Músculo
liso é um tecido muscular de contração involuntária e lenta, composta por
células fusiformes mononucleadas. O músculo liso se encontra nas paredes de
órgãos ocos, tais como os vasos sanguíneos, na bexiga, no útero e no trato
gastrointestinal.
2)
Diversas atividades fisiológicas são diretamente dependentes do tecido muscular
para sua efetivação.
Identifique
quais são elas na listagem dada abaixo:
a)
Contração do útero ( ).
b)
Síntese de carboidratos ( ).
c)
Eriçamento dos pêlos ( ).
d)
Batimento cardíaco (x).
e)
Inspiração ( )
f)
Ação enzimática ( )
g)
Mobilidade da língua ( )
Unidade
I - Tema 5 - Tecido Nervoso
Auto-avaliação
1)
A esclerose múltipla é uma doença que afeta o sistema nervoso e tem como
característica principal a perda da bainha de mielina de determinados
neurônios. Discuta o papel funcional da bainha de mielina e como a sua perda
poderia afetar o funcionamento do tecido nervoso.
Esclerose
múltipla, ou esclerose em placas também designada por "esclerose
disseminada", é uma patologia desmielinizante de etiologia ainda
desconhecida, caracterizada por uma reação inflamatória na qual são danificadas
as bainhas de mielina que envolve os axônios dos neurônios cerebrais e
medulares, levando à sua desmielinização e ao aparecimento de um vasto quadro
de sinais e sintomas. A doença que pode apresentar-se como quadro sindrômico
manifesta-se geralmente em jovens adultos e é mais freqüente em mulheres numa
razão de cerca de 3:1. A sua prevalência varia consoante a situação geográfica estudada,
entre 2 e mais de 150 casos em cada 100 000 indivíduos, nos países tropicais e
nos países nórdicos respectivamente. A EM foi descrita pela primeira vez em
1868 por Jean-Martin Charcot.
É
uma bainha rica em lipídeos revestindo muitos axônios tanto no sistema nervoso
central como no periférico. A bainha de mielina é um isolante elétrico que
permite uma condução mais rápida e mais energeticamente eficiente dos impulsos.
Esta bainha é formada pelas membranas celulares das células da glia (células de
Schwann no sistema nervoso periférico e oligodendróglia no sistema nervoso
central). A perda da mielina provoca uma grande variedade de sintomas. Se a
bainha de mielina que envolve a fibra nervosa for lesada ou destruída, os
impulsos nervosos se tornam cada vez mais lentos ou não são transmitidos. O
impulso então é transmitido ao longo de toda a extensão da fibra nervosa, o que
toma um tempo bastante maior do que se ele pulasse de um nódulo para outro. A
perda da bainha também pode provocar curtos-circuitos ou bloqueios da
transmissão dos impulsos nervosos. Uma região que mostra claramente a mielina
destruída é chamada lesão ou placa. Os sintomas de tal deficiência são, entre
outros: deficiências sensitivas (como visão borrada), dificuldades de
coordenação, problemas de marcha e dificuldades nas funções corpóreas (por
exemplo, controle insuficiente da bexiga). A esclerose múltipla é uma doença
causada pela perda da bainha de mielina (desmielinização) dos neurônios.
2)
Sabendo que a comunicação de neurônio para neurônio e de neurônio para as
demais células do corpo acontece através dos neurotransmissores que são
liberados nas sinapses, sugira como um anestésico deve atuar sobre os
neurônios.
O
éter, usado como anestésico, é rapidamente absorvido pelo ar inalado para o
sangue, e aqui se fixa cerca de 49% da dose absorvida, ao nível dos
eritrócitos. Devido às suas propriedades lipófilas, passa facilmente a barreira
hematoencefálica e atinge o cérebro, distribuindo-se igualmente para o tecido
adiposo e em menor grau para o tecido muscular e os órgãos, em especial nas
glândulas suprarrenais. Quando se cessa a exposição ao éter, a concentração
sanguínea é rapidamente reduzida. Contudo, a sua concentração ao nível do
tecido adiposo permanece a um nível elevado, sendo ainda detectável num período
de 24 horas após a paragem da sua inalação. O anestésico ideal deve induzir a
anestesia rapidamente e permitir rápida recuperação após sua administração ter
sido descontinuado. Deve igualmente possuir uma alargada janela terapêutica,
uma baixa incidência de efeitos adversos e toxicidade. Mecanismo de ação. O
éter atua como anestésico diminuindo a amplitude e freqüência das ondas
cerebrais durante a anestesia, por redução ou mesmo bloqueio dos impulsos
conduzidos pelo sistema multissináptico do cérebro médio, por depressão dos
acontecimentos corticais locais, e eliminando a influência do sistema cerebral
central sobre o córtex e o diencéfalo. Ao nível da espinal medula, a éter
deprime os arcos reflexos dois ou mais neurônios.
ATIVIDADE FORMATIVA II
Avaliação
Formativa II
1)
Durante o desenvolvimento do embrião, células-tronco progenitoras são formadas
e persistem ao longo do tempo, permitindo que o ciclo de vida continue através
da regeneração dos tecidos. A possibilidade de aproveitar este potencial
regenerativo em prol da reconstituição de tecidos lesados vem mobilizando
esforços de muitos cientistas. Alguns grupos de pesquisa têm reunido esforços
no sentido de desenvolver terapias que permitam regenerar o tecido miocárdico
(músculo cardíaco). Mais especificamente, trabalham com a idéia de que poderia
melhorar a capacidade funcional de pacientes com cardiopatia isquêmica severa
regenerando tecidos (vasos e músculo) através da injeção transendocárdica de
células-tronco oriundas da medula óssea. Indique quais seriam as características
básicas exibidas pelas novas células após os cientistas conseguirem transformar
células troncas da medula óssea em células do músculo cardíaco.
Células-tronco,
segundo a definição científica, são aquelas que têm o potencial de se
transformar em diferentes tecidos do corpo humano. No imaginário popular, elas
são muito mais que isso. São sementes mágicas capazes de regenerar corações
combalidos, reverter os sinais implacáveis da passagem do tempo, construir
órgãos inteiros sob encomenda. Para os primeiros pacientes tratados em
experiências realizadas no Brasil, as novas pesquisas são a materialização de
uma segunda chance de vida.

Coração
O
MAIOR ESTUDO com células-tronco adultas já realizadas no mundo é brasileiro. O
trabalho, financiado pelo Ministério da Saúde, envolve 1.200 pacientes de
quatro tipos de problemas cardíacos. “Se for comprovada a eficácia da técnica,
ela poderá ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde”( Antonio Carlos Campos de
Carvalho, coordenador do trabalho). Com a adoção do método, o Ministério da
Saúde espera economizar R$ 600 milhões por ano com transplantes, internações e
cirurgias. Metade dos pacientes recebeu a injeção de células-tronco retiradas
da própria medula óssea. A outra metade recebeu uma solução sem fim terapêutico
(placebo). Nem os médicos nem os pacientes sabem quem pertence a cada grupo. O
objetivo é comprovar os resultados obtidos em estudos anteriores, como o
conduzido pelo pesquisador Ricardo Ribeiro dos Santos, da Fiocruz, em Salvador.
Nesse estudo, de 2003, 30 pacientes que sofriam de insuficiência cardíaca
provocada pela doença de Chagas receberam injeção de células-tronco retiradas
da própria medula. As células foram injetadas na artéria femoral por meio de um
cateter e seguiram até as artérias coronárias.
As células-tronco também parecem fazer diferença em pessoas que acabaram
de sofrer infarto. O cardiologista Hans Fernando Dohmann, diretor-científico do
Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, coordena uma pesquisa com 300
pacientes. Metade recebe o tratamento convencional, conhecido como
angioplastia. A outra metade recebe o mesmo tratamento e também o implante de
células-tronco. Os pesquisadores querem confirmar os bons resultados de um
estudo anterior, realizado com 50 voluntários. “Depois de seis meses, os
pacientes que receberam as células-tronco tiveram a capacidade de contração do
coração aumentada em 6% em relação aos pacientes que receberam tratamento
convencional”, diz Dohmann.
A
terapêutica de regeneração miocárdica é um tema que tem vindo a ser alvo de
investigação intensa nos últimos anos. Várias linhas celulares e vias de
administração foram já testadas. Os principais mecanismos de ação desta
terapêutica são já conhecidos. Temos hoje à nossa disposição numerosos dados
não só da investigação básica, mas também da investigação clínica. Existem, no
entanto, algumas dúvidas acerca da segurança e eficácia desta terapêutica,
permanecendo, pois ainda por responder várias perguntas nestas áreas. As
perspectivas futuras desta nova terapêutica são ainda incertas, mas têm
seguramente muito potenciais. Resta-nos, pois aguardar por informação mais
definitiva, a qual irá surgir seguramente nos próximos anos.
No
processo de reparação tecidual, como o que ocorre após o infarto agudo do
miocárdio, diferentes tipos celulares (macrófagos/monócitos, fibroblastos,
neutrófilos e células endoteliais) relacionados à cicatrização e à remodelação
tecidual são normalmente recrutados para a região afetada por mecanismos
específicos envolvendo citocinas, modificações da matriz extracelular e
proteínas de adesão.
Evidências
recentes demonstram que sob circunstâncias controladas "invitro",
diversos tipos celulares (células indiferenciadas de músculo esquelético
neonatal ou adultas e células pluripotentes embrionárias ou adultas) são
capazes de se diferenciar em cardiomiócitos e células endoteliais. Se esse
processo puder ser reproduzido "in vivo" de forma controlada, o
transplante celular poderá vir a ser uma opção terapêutica, visando a limitar a
perda miocitária pós-isquêmica ou até mesmo restabelecer a função cardíaca em
pacientes com insuficiência cardíaca.
Nesse
contexto, grande número de estudos utilizando abordagens "invitro" e
"in vivo" estão em desenvolvimento para avaliar a capacidade de
transdiferenciação de diversos tipos celulares para o desenvolvimento de
estratégias de reparação cardíaca estrutural e funcional.
Ensaio
clínico realizado por pesquisadores da Universidade de Louisville e do Brigham
and Women's Hospital, Universidade de Harvard, constatou que pacientes
submetidos a tratamento com células-tronco durante dois anos apresentaram
melhoras significativas nas funções cardíacas.
O
estudo foi realizado com 20 pacientes diagnosticados com insuficiência cardíaca
seguida de infarto do miocárdio. Estes tiveram suas próprias células-tronco
cardíacas coletadas durante a cirurgia de ponte de safena. Elas foram
cultivadas em laboratório e reinseridas na área do coração prejudicada pelo
infarto.
Após
quatro meses, o volume de sangue bombeado pelo ventrículo esquerdo aumentou de 29% para 36%, enquanto o grupo que
não recebeu as células não apresentou melhoras. Imagens de ressonância
magnética de nove pacientes mostraram uma redução no tecido cardíaco infartado
de 33,9 gramas antes do tratamento para 18,2 gramas após dois anos. Já o tecido
saudável aumentou de 146,3 para 164,2 gramas.
Os
pesquisadores comemoram os resultados e tem planos de expandir o estudo. “Pela
primeira vez encontrou-se um meio de se regenerar tecido cardíaco", afirma
Roberto Bolli, pesquisador da Universidade de Louisville.
Cardiomiócitos
adultos mantidos em cultura não se multiplicam, sugerindo que nessas células
diferenciadas há uma resistência ao reinício do ciclo celular, o que representa
um fator limitante se esse tipo de estratégia for aplicado clinicamente.
Diferentemente das células miocárdicas adultas, as células musculares
esqueléticas dividem-se e são capazes de se regenerar. O músculo estriado
esquelético possui a capacidade de regeneração, pois nele se encontram algumas
células satélites (mioblastos) capazes de reiniciar seu próprio ciclo celular
diante de um estímulo lesivo e, conseqüentemente, de se dividir, dando origem a
outras células musculares, que, por fusão celular, levarão à reparação das
miofibrilas lesadas. Alguns autores observaram que mioblastos implantados em
miocárdio isquêmico de ratos podem sofrer um processo de diferenciação celular,
transformando-se em fibras musculares estriadas.
Experimentalmente,
mioblastos foram transplantados em modelo de infarto do miocárdio por crioinjúria
em cães. A análise histológica revelou a presença, nos sítios de implante, de
tecido muscular semelhante ao cardíaco, incluindo a visualização de discos
intercalares.
Em
outro modelo de infarto por ligação da artéria coronária em ratos, foi estudado
o efeito do transplante de mioblastos esqueléticos. Ainda que no seguimento a
função ventricular tenha melhorado, não foram detectadas "gap
junctions" nas membranas das células esqueléticas, indicando que não há
evidências para o acoplamento eletromecânico entre as células.
Clinicamente,
o transplante de mioblastos teve início após o implante bem-sucedido em um
paciente de 72 anos portador de insuficiência cardíaca avançada. Previamente ao
transplante, a cicatriz miocárdica foi caracterizada como irreversivelmente
acinética na ausência de viabilidade. Cerca de cinco meses após o transplante
celular, a parede acinética tornou-se contrátil e metabolicamente ativa,
resultando no aumento da fração de ejeção do ventrículo esquerdo e na melhora
da classe funcional do paciente.

CONCLUSÃO.
O
tecido ósseo é o constituinte principal do esqueleto dos vertebrados; serve de
suporte para as partes moles do corpo; protege órgãos vitais; aloja e protege a
medula óssea; proporciona apoio aos músculos esqueléticos, transformando suas
contrações em movimentos úteis, e constitui um sistema de alavancas que amplia
as forças geradas pela contração muscular. Além dessas funções, os ossos
funcionam como depósitos de cálcio, fosfato e outros íons, armazenando-os ou
liberando-os de maneira controlada, para manter constante a concentração desses
importantes íons nos líquidos corporais. O músculo estriado cardíaco é o tipo
de tecido muscular que forma a camada muscular do coração, conhecida por
miocárdio. Também é chamado tecido muscular estriado cardíaco. O coração é
formado por três tipos principais de músculos: Ventricular, contrai de forma
parecida com o músculo estriado, mas a duração de contração é maior. Atrial,
contrai de forma parecida com o músculo estriado, mas a duração de contração é
maior. Fibras musculares excitatórias e
condutoras, só se contraem de modo mais fraco, pois contêm poucas fibrilas
contráteis; ao contrário, apresentam ritmicidade e velocidade de condução
variável, formando um sistema excitatório para o coração.
A
medula óssea adulta fornece uma fonte confiável e renovável de CTMs, que podem
ser selecionadas, expandidas em cultura e caracterizadas para maximizar o
potencial de diferenciação para as linhagens de osteócitos, condriócitos e
adipócitos mesenquimais. Nessas células, faltam certos receptores
co-estimulantes, que permitem sua evasão da rejeição imune in vivo e a
capacidade de usar CTMs como um produto alogênico pronto. As CTMs, usadas em
muitos modelos animais, têm demonstrado melhorar a função cardíaca após infarto
do miocárdio e prevenir a progressão de insuficiência cardíaca. O mecanismo
exato do reparo cardíaco ainda não foi esclarecido, mas provavelmente resulta
da combinação de secreção parácrina de citocinas pró-arteriogênicas e
antiapoptóticas ou tecido endógeno, bem como de diferenciação direta das CTMs
em neovascularização ou cardiomiócitos. Para aplicações clínicas, a
homogeneidade do produto e a reprodutibilidade lote a lote serão fundamentais
para fins de regulamentação. Os métodos atualmente utilizados para isolar CTMs
levam a alto grau de contaminação com células não-progenitoras, resultando em
evolução inferior à desejada. As estratégias com o objetivo de selecionar
células progenitoras endoteliais podem render uma população que reproduz apenas
as células progenitoras, oferecendo produto mais eficiente e mais bem
caracterizado. O uso de célulastronco alogênicas para moléstia cardíaca
continua a ser uma área muito promissora e os protocolos clínicos voltados a
investigar as vias e o momento de administração serão decisivos na maximização
de seu benefício terapêutico.
2) Se acaso as células tronco utilizadas no
experimento anterior fossem empregadas para tratar pessoas que sofreram algum
tipo de acidente vascular cerebral (AVC), indique qual tecido do corpo humano
seria o alvo de regeneração e quais as características de suas células?
Proteína produzida naturalmente estimula regeneração do cérebro. Cientistas
descobriram uma proteína produzida por vasos sanguíneos no cérebro que pode ajudar
no tratamento de doenças cerebrais degenerativas, como acidente vascular
cerebral.

Os cientistas conseguiram aumentar a regeneração do
cérebro de camundongos ao aumentar a concentração da proteína betacelulina (Creatas
Images/Thinkstock).
Cientistas
do Instituto de Pesquisa Médica da Inglaterra (NIMR, na sigla em inglês)
descobriram uma proteína produzida pelos vasos sanguíneos do cérebro que
poderia ser usada para ajudar o órgão a se regenerar depois de uma lesão. A
proteína, chamada betacelulina (BTC), aumentou a regeneração cerebral em
camundongos ao estimular as células-tronco do órgão a se multiplicarem e formarem novos
nervos. Os resultados, publicados no periódico americanoProceedings of the
National Academy of Sciences, sugerem que a BTC poderia ser usada para
melhorar futuras terapias regenerativas para vítimas de acidente vascular
cerebral (AVC) e traumatismo cerebral.
Formação - Embora a maior
parte dos neurônios no cérebro adulto seja formada durante a gestação e pouco
depois do nascimento, algumas células nervosas continuam a ser geradas ao longo
da vida por células-tronco neurais. Essas células ficam guardadas em duas
pequenas regiões do cérebro e ficam à disposição do bulbo olfatório,
responsável pela identificação dos cheiros, e do hipocampo, uma parte do
cérebro que cuida da formação de lembranças e do aprendizado.
CÉLULAS-TRONCO.
Também chamadas de células-mãe, podem se transformar em qualquer um dos tipos
de células do corpo humano e dar origens a outros tecidos, como ossos, nervos,
músculos e sangue. Dada essa versatilidade, elas vêm sendo testadas na
regeneração de tecidos e órgãos de pessoas doentes.
NEUROBLASTOS
Neuroblastos são células que podem se transformar em neurônios ou células
gliais. Em humanos, são produzidos por células-tronco do cérebro e migram para
áreas cerebrais danificadas por doenças ou lesões.
CÉLULAS
GLIAIS
São células do sistema nervoso central fornecem
nutrientes e oxigênio aos neurônios e os isolam uns dos outros. As células
gliais também promovem a remoção de neurônios mortos e participam da
transmissão de sinais do sistema nervoso.
Essas
áreas produzem uma série de sinais que controlam a velocidade com que as
células-tronco se dividem e o tipo de célula que elas se tornarão. As células
normalmente viram neurônios, mas quando o cérebro passa por um AVC, por
exemplo, a maior parte delas se transforma em células gliais, que levam à formação de cicatrizes.
Estimulador neural - Os pesquisadores analisaram os efeitos da BTC, que
é produzida por células nos vasos sanguíneos dos nichos de células-tronco, no
cérebro de camundongos. Eles descobriram que a BTC sinaliza para a proliferação
de células-tronco e neuroblastos, um tipo de célula que pode se transformar em
neurônios ou células gliais dependendo do comando que receber.
Quando os
cientistas aumentaram a concentração de BTC nos camundongos, houve um aumento
significativo de células-tronco e neuroblastos no cérebro dos animais. Isso
levou à formação de muitos neurônios novos. Em contraste, quando
os camundongos recebiam um anticorpo que bloqueava a BTC, a produção
de novos neurônios foi interrompida em favor da produção de células gliais.
Os cientistas acreditam que muitos fatores agem em conjunto para controlar o
destino das células-tronco e a formação de novos neurônios. "Em um trauma
ou doença, ou as células-tronco não conseguem lidar com a grande demanda por
novos neurônios ou elas priorizam o controle de dano imediato à custa da
regeneração de longo prazo"(Robin Lovell-Badge, líder da pesquisa).
Tratamentos futuros - Como a BTC leva à formação de novos neurônios, em
vez de células gliais, a proteína pode melhorar os tratamentos regenerativos. "Essa
pesquisa é um passo importante para superarmos os transplantes e substituição
de tecidos do corpo e explorar o potencial regenerativo do corpo humano"(
Jim Smith, diretor do NIMR).
De acordo
com os autores do estudo, a pesquisa ainda está longe de virar realidade para
os pacientes. Muitos experimentos são necessários para explicar o papel da BTC
no cérebro e os efeitos da proteína em órgãos comprometidos por doenças
degenerativas ou lesões e sua atuação em conjunto com células-tronco naturais
ou transplantadas(Referência Bibliográfica. Poss KD, Wilson LG, Keating MT.
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